Sunday, February 24, 2008



Directamente de Marrocos
Tatuagem & streaming
1. Depois de uma grande falha técnica (a exposição do AS, sem qualidades), seguiu-se outra, perdi uma grande performance no sábado à noite. Depois, fui directamente para um bar com um palco vermelho pequeníssimo ao fundo da área de convívio (ando a pensar em fazer um palco há anos e é tão simples!), o público da performance (que eu não vi) e os performers estavam lá todos.
Acabei por conhecer alguém que por destino tinha que conhecer. Por uma razão estranha: várias pessoas me tinham falado dele por causa do dente de ouro que tem, e porque me associam à Europa de leste acham que um brilhozinho daqueles na boca me ficaria bem.
Começamos a conversa por um sítio que não me lembro, chegamos ao streaming e depois a conversa foi fluindo. Falamos também sobre género fem/mas, neutro, ou infinito - acabamos por não querer concluir se estávamos de acordo ou não. Entre cigarros notei na orelha, tinha uma pinta, ou pequeno circulo, verde em cada orelha. Achei a coincidência de fora do espaço. As razões não coincidem, as tatuagens dele são marca identificativa de comunidade espiritual à qual pertence e a minha já se sabe o que é. O resto foi muito interessante, mas terminou cedo, revisitar o Hana Bi era necessário e fui para casa. Os desenhos e as pinturas.

2.Há uns meses valentes andava a escrever um “paper” sobre diversidade, genericamente falando, mas com aplicação a dado assunto(!). E hoje, para satisfação da minha curiosidade, prazer intelectual, regalo dos meus sentidos, alegre surpresa, espontaneamente um amigo próximo revela a sua preferência por raparigas estrábicas. Antes de colocar este post aqui preciso de encontrar alguma informação sobre o assunto. Parece que é uma preferência bastante conhecida e com explicações sérias.

3.A performance que eu falhei, antes de ter desenvolvido em direcção ao tal bar, manteve-se no mesmo sítio com duas disco-jokey com um tecno de qualidade. Mantenho esta superstição, tecno dá sorte. O salto para uma combustão imediata de uma dança espontânea (uch!) num pátio manhoso - nem os braços cruzados dos malandros nem os olhares dos preconceituosos me afastaram. O “dentinho de ouro”, que saiu para um jantar com umas amigas, foi um muito simpático e deu-me umas dicas para ultrapassar catástrofes (visualmente) gigantescas.

4.Ontem o meu pai arrancou do jornal um anúncio, pág. 33, que dizia “ Procura-se: Guitarrista+voz feminina, para banda com álbum já gravado”.
Aconteceu assim: “Pai, a banda acabou!”. “Pois, aqui tens o anúncio...”. Presságio ou quê?

5.Ir para as montanhas desenvenenar está bem, mas receber telefonemas às 5 da manhã é totalmente recusável. Passo. Fica para outra altura. Aliás, aventuro-me a ficar nas montanhas por mais uns dias. Aqui não chegam depressa as más noticias, os enganos nem os imbecis.

6.Volto mais tarde para não quebrar o ritmo.

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