Tuesday, July 08, 2008

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Braço de Ferro
Editora de livros de arte e design.
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Lançamento de "Uma Obra sem Qualidades" de António de Sousa
10-07-2008, 22h00
Passos Manuel

Monday, July 07, 2008

- GIANT HANDS
LADY’S SPAM!
TREINO POÉTICO: enviar ao meu cuidado.
- O talento, por seu lado, é subjectivo...
- “Cercado pelas ondas do oceano e areia, esse farol emerge da costa para guiar os navios à noite”, quantos faróis existem em Portugal? TPC
- 23 July 1912 After being questioned by the police, it is discovered that Delaure Frolaine's real name is Mlle. Prolaine Delarre, a Parisian seamstress. During questioning, she gives her reason for vandalizing the work by saying, "I am miserably hungry and have been unable to find work. I often go to the Louvre, and the sight of the young woman in the picture with a happy smile and luxurious clothes maddened me. I decided to mutilate her hateful face in the hope that perhaps after that people would notice me and save me from starving." With that she added, "The picture displeased me and I wished to correct what I considered wrong."
(Cabinet Magazine)

Sunday, July 06, 2008

OS DESPENTEADOS

(hoje b-lab)
Na sexta estarei nas bouças de Sua Majestade para umas caminhadas com o príncipe. Depois, de novo no Porto por uma semana e durante uns dias, pelos menos, vou visitar os principais faróis portugueses. Dia 18 volto às bouças e passarei algum tempo em recuperação - estarei contudo contactável e visitável. No início de Agosto arranca a TRANSMITIVA, com um primeiro teste.

Saturday, July 05, 2008

AGENDA:
brucelabruce, o Bruto, amanhã entre as curtas metragens e o pride.
Quinta-feira, é o lançamento da publicação do António de Sousa no Passos Manuel. A partir das 22h.
O nome da minha rádio é TRANSMITIVA. Começa em Agosto.
Alugo um quarto para o verão por 75 euros ou 150 euros - pois depende, se quiserem um quarto pequeno ou o meu que é maior.

Wednesday, July 02, 2008


1. Localizar uma comunidade ou “cena” artística não é o mesmo que dizer que essa comunidade artística é “local” no sentido em que é muitas vezes associado o termo – conjunto de autodidactas que trabalham para caracterizar, através de produções artísticas em diferentes campos, ou tornar característico, pelo pitoresco, o sítio onde vivem e trabalham.

A comunidade à qual me referirei e à qual pertenço, distingue-se do ser “local”, por não o querer ser determinantemente e também porque lhe é impossível. Pelo amplo conhecimento que adquirem os seus elementos mais activos, através das diferentes instituições por onde se movimentam, da formação escolar aos museus e galerias que frequentam e com os quais se relacionam, a facilidade com que saem do local para outros lados, o acesso à informação escrita e à troca de impressões com artistas, curadores, críticos e outros, constitui-se uma visão mais alargada do meio artístico que extravasa os limites objectivamente geográficos e os meandros locais.

No entanto, parece-me fundamental localizar a experiência artística genérica, aglomerado de experiências de diferentes proporções e consequências, da comunidade, que ocorrem num dado sítio. Ignorar a localização ou não querer localizar-se é o mesmo que não estar aqui no pior sentido. É fazer de conta que isto não nos serve e que existe um sítio melhor, algures entre a realidade e a imaginação e cobiçar um sítio ideal desconhecido. Não nos livramos de nos projectarmos sempre mais além (aliás, é desejável que assim seja, sem dúvida), mas não será inconsequente viver nesta ausência de sítio? Da percepção do “aqui” como uma abstracção não resultará numa falta de postura crítica sobre os condicionalismos nos mais diversos cambiantes, sociológicos, políticos, culturais? Não nos levará à ignorância, inocentemente ou por conveniência emocional, à falta de participação na construção de um sítio?

O resultado provável é precisamente tornar o “aqui” pior e é alimentar a ideia que nunca será melhor (provavelmente, também nunca piorará excepto se a falta de localização for generalizada) e isto remete-nos para a definição de provincianismo, sem margem para muitas discórdias sobre a aplicação do termo. Tornamo-nos provincianos se a admiração pela imagem exterior nos levar à obediência cega a essa mesma imagem (e ao que nos chega dela), através do mimetismo por exemplo, da aceitação dos laivos de civilização que nos aparecem, sem participarmos “aqui” e sem a força de participarmos em sítio algum, com efeito e consequência. A admiração aparvalhada induz numa falsa pertença, com a qual se pode conviver durante muito tempo, o que poderá ter efeitos desastrosos, para o indivíduo, como para a comunidade em que se insere – porque não cresce nem se produz nada de próprio.

A quase inexistência de instituições mediadoras e de agentes promotores, legitimadores também, do valor da comunidade e das suas produções que se interessem pela promoção e difusão das obras, condiciona o acesso a um público mais alargado. Se por um lado e até há pouco tempo, isto se devia à escolha e decisão dos próprios elementos da comunidade, que conscientemente se excluíam das instituições e do que uma possível inclusão significaria, recentes acontecimentos vêm demonstrar que são as instituições locais, em nome dos seus representantes, que se abstêm de ter qualquer tipo de relação com a comunidade – exceptuando as oportunidades, definidas estrategicamente, de demonstrar precisamente o contrário. Aliás é destes a primeira, mas não a única, responsabilidade, da não-localização e das consequências deste posicionamento – que é o mesmo que dizer pouca ou nenhum diferença faz estar “aqui” ou acolá.

Se a comunidade enquanto alternativa, se afirma na convicção que é alternativa ao criticável sistema artístico, com o qual não convive bem, a consequência mais flagrante é a perda de público – como também de realidade. A falta de plataformas de difusão eficazes que estabeleçam a ponte entre produção e fruição, que promovam e assegurem a qualidade relativa das obras, incapacita a inclusão de novos públicos sendo o único público, o público directamente interessado, ou seja, os artistas que pertencem à mesma comunidade ou com a qual têm graus de “parentesco”.

2. Ora, a questão do público e a sua caracterização genérica, coloca-se aqui como posição fundamental a explorar para localizar o fenómeno: o artista é o público, aqui e em sítios com características semelhantes.

(excerto do texto para a revista voca* -- faltam 3 paragrafos e mais umas notas, sexta feira sai o resto)
* Comprem a revista que tem óptimo aspecto!

1. “Os teus pais dizem que tu mentes, é verdades que mentes?”
2. Se eu disser a verdade ninguém acredita.
3. Digo sempre a verdade que imagino que seja verdade.
4. A minha irmã diz que eu não minto, mas que invento coisas.
5. Quando a minha irmã foi passar o fim de semana fora levou-me o pente.
6. Agora que já não preciso de fazer segredo de onde vivo posso contar coisas que acontecem na minha rua: 2 da manhã, uma das senhoras fez anos e todas as outras cantaram os parabéns e contaram em números os anos que a amiga fazia.
7. A minha rua fica na zona vermelha – área segura e muito vigiada.
8. Postal à cabeceira da cama – “o amigo aprecia o trabalho dos amigos”, serviço de irradiação missionária.
9. Conto chegar a sexta-feira e quando os apanhar prego-lhes um susto. Bhu.
10. Os amigos pregam sustos aos amigos mas não é por mal.