Thursday, March 19, 2009
Tuesday, March 17, 2009
Conflict
Animals are as important a part of nature as the trees and grass and flowers. There is some evidence, in addition, which suggests that contact with animals may play a vital role in a child's emotional development.
Resolution
Make legal provisions which allow people to keep any animals on their private lots or in private stables. Create a piece of fenced and protected common land, where animals are free to graze, with grass, trees, and water in it. Make at least one system of movement in the neighbourhood which is entirely asphalt-free- where dung can fall freely without needing to be cleaned up.
ESCOLA DAS GATAS
breve descrição
O meu encontro com este sítio foi por acaso – imaginava tanto que havia uma Escola para Gatas como um “Teatro para Plantas”.
Nasceu a primeira gata em Março, a segunda pelo Verão e a terceira no Outono; uma cinzenta, uma preta e uma branca. A reacção mais primária que tive foi humanizar e infantilizar as gatitas: garantir o conforto com mantas e tralhas, ratinhos de lã e comidas especiais, esperar um sorriso quando se faz uma graça ou qualquer movimento parecido com um agradecimento. Enfim, eram umas “Gatas com Botas”! Ou seja, no início forcei-as a caber na minha configuração do que deveriam ser as gatas para os humanos. Durante meses não aprendi nada com elas e cheguei a descrever que a Escola era um sitio onde as meninas-gatas faziam lavores.
Um dia, quando fui regar o jardim - já agora gostava de saber, em qualquer altura, qual a opinião dos outros moradores daqui de casa que comigo devem ter tido acesso à Escola - e parei para ler um livro, a gata preta puxou-me a perna, o que não queria dizer nada excepto que ali havia sombra ou que a perna cheirava bem. E por precaução procurei saber se estavam todas por perto – tenho receio de as perder ou que se metam em sarilhos com os gatos vizinhos. Enquanto a preta se enrolava ainda na perna, a cinzenta saltava a agarrar moscas e gaivotas e a branca corria entre canteiros de plantas. Quando se cansaram deitaram-se à sombra ou perto de uma área pequena de sol.
O que isto quer dizer? Nada de mais. A Escola das Gatas é quando e no sítio onde aprendemos, sem elas nos ensinarem, a esfregar as costas no cimento, a lamber e sorver directamente o leite da taça, a passar tempo ao sol, a arranhar a madeira, a trocar afectos descomprometidamente, a dormir por aí encostados e a sair à descoberta.
Não é solidariedade para com o mundo animal. Apenas o estimo como outra forma de vida exemplar.
Animals are as important a part of nature as the trees and grass and flowers. There is some evidence, in addition, which suggests that contact with animals may play a vital role in a child's emotional development.
Resolution
Make legal provisions which allow people to keep any animals on their private lots or in private stables. Create a piece of fenced and protected common land, where animals are free to graze, with grass, trees, and water in it. Make at least one system of movement in the neighbourhood which is entirely asphalt-free- where dung can fall freely without needing to be cleaned up.
ESCOLA DAS GATAS
breve descrição
O meu encontro com este sítio foi por acaso – imaginava tanto que havia uma Escola para Gatas como um “Teatro para Plantas”.
Nasceu a primeira gata em Março, a segunda pelo Verão e a terceira no Outono; uma cinzenta, uma preta e uma branca. A reacção mais primária que tive foi humanizar e infantilizar as gatitas: garantir o conforto com mantas e tralhas, ratinhos de lã e comidas especiais, esperar um sorriso quando se faz uma graça ou qualquer movimento parecido com um agradecimento. Enfim, eram umas “Gatas com Botas”! Ou seja, no início forcei-as a caber na minha configuração do que deveriam ser as gatas para os humanos. Durante meses não aprendi nada com elas e cheguei a descrever que a Escola era um sitio onde as meninas-gatas faziam lavores.
Um dia, quando fui regar o jardim - já agora gostava de saber, em qualquer altura, qual a opinião dos outros moradores daqui de casa que comigo devem ter tido acesso à Escola - e parei para ler um livro, a gata preta puxou-me a perna, o que não queria dizer nada excepto que ali havia sombra ou que a perna cheirava bem. E por precaução procurei saber se estavam todas por perto – tenho receio de as perder ou que se metam em sarilhos com os gatos vizinhos. Enquanto a preta se enrolava ainda na perna, a cinzenta saltava a agarrar moscas e gaivotas e a branca corria entre canteiros de plantas. Quando se cansaram deitaram-se à sombra ou perto de uma área pequena de sol.
O que isto quer dizer? Nada de mais. A Escola das Gatas é quando e no sítio onde aprendemos, sem elas nos ensinarem, a esfregar as costas no cimento, a lamber e sorver directamente o leite da taça, a passar tempo ao sol, a arranhar a madeira, a trocar afectos descomprometidamente, a dormir por aí encostados e a sair à descoberta.
Não é solidariedade para com o mundo animal. Apenas o estimo como outra forma de vida exemplar.
Sunday, March 15, 2009


No outro dia nas aulas procurei saber entre os alunos se havia uma nova abordagem estética na bd underground – até agora estávamos (ainda) a ser amamentados por Crumb e Aline, os reis da parada. Comprei um livro que me leva a creditar que há algo de novo a surgir por aí – não é a técnica, o material, nem nada que se pareça que entre no campo formal, é o modo, é a narrativa.
Literatura, sec XIX, que propõe o neo-primitivismo...
Cruzamento com a Biografia da escritora criminal obcecada por caracóis (espantosa coincidência!).
A Escola das Gatas, que posso dizer?
Uma descrição de uma escola animal?
Sobre a lista de actividades citadas recentemente, só segui o conselho de mais um livro sobre escapismo e redigi-as numa viagem de comboio.
Comboio, já não viajo de nenhum outro transporte que não seja o metro e o comboio.
Thursday, March 12, 2009
O RELÓGIO CAPITAL


Assume-se qualquer coisa de extraordinário a beijar um caracol-tempo.
[Procuro imagens de mercúrio: parti um termómetro, experimentei com luvas e máscaras, mas o mercúrio estava seco. Cheguei a pedir na farmácia, mas é totalmente impossível explicar-lhes que é realmente necessário fazer um bocadinho de mal à saúde.]
Wednesday, March 11, 2009
Monday, March 09, 2009
Friday, March 06, 2009
Tuesday, March 03, 2009

Como é sabido eu gostaria de fazer programas de rádio e não estou triste por não ter funcionado todas as vezes que tentei. Agora é a minha irmã que quer recomeçar e eu arrasto-me. Ainda agora chegamos a casa e não saímos logo do carro porque estava a dar um bom programa de rádio: uma entrevista (gosto bastante de entrevistas como as do mike kelley - qualquer dia!...). Acontece-nos isto com bastante frequência. A rádio é um excelente formato - não precisamos de fixar o olhar em nada, nem do olhar para nada - descansa.
O meu mais bonito projecto de futuro é fazer livros lidos. E isso tem vindo a atrasar-se e eu não me importo.
O que eu mais invejava em toda a gente que conhecia era o tempo.
Art for the people, WILLIAM MORRIS, guardado na cristaleira até hoje (comprado com mais dois volumes oferecidos, na Freedom Press, Aldegate East).
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