Wednesday, September 30, 2009



embora isto não justifique o saque, eu não queria fazer aquela programação porque qualquer um a fazia --- como eu a fiz, sem revira-volta.

aliás as programações cansam-me em demasia, tipo a ---- faz uma programação no programa da tarde que é bastante ----: convida --- para --- toda a semana e obedece a um tema e por aí fora.

Num programa tem que se obedecer (ao programa) e isso ---- estranho para mim.

a ---e a --- tambem - que fazem um bom trabalho - a ver pelos folhetos que são enviados. Porque é que eu iria fazer? a não ser que fosse um tema realmente mais ----, mas longe das -----.
a não ser que o ---contributo fosse mais forte - e como não foi, ficou ---. Mas eu estava à espera ---, mas se calhar não faz parte ----...por isso, não há nada como observar e ver o que dá e o que não dá para fazer com as pessoas ---fazer coisas - ainda agora a divisão de interesses --- disso...

é quase um defeito ficar na expectativa de fazer --- ...mais..., mas vai-se tentando.
Por isso, isso.

E ainda, acho que é tempo de reconsiliação com ----. Por isso, mais uma tentativa de apostar nelas.

E assim, por muito irritada que eu tivesse ficado - não foi ontem, mas com o nosso muito demorado processo ----, as --- tralhas todas: desde o início ---resposta - , estou contente ---- rádio ter ----- consequência.

um ----tem que se irritar com a vida ou então nada. E reactiva eu não fico!

----------que se faz tarde

Monday, September 28, 2009



"E como é estranha a semelhança com ela - com esta mulher cá de cima! Será essa, então, a razão do meu interesse por ela? Ou vice-versa: será que por isso me interessei por ele? Que disperate! Um belo disparate, aliás. Mas tenho que regressar, e quanto antes."

Amanhã,

tempestade e trovoada por todo o país um pouco.

Sunday, September 27, 2009

A família ajudou-a a comprar o T2 onde vive desde que há três anos foi dar aulas para a escola de raparigas - já frequentada por algumas celebridades, como a cantora pop Dido.Tem um cão, que costuma levar a passear. É tímida, dizem os vizinhos. Tem uma voz doce, relatam os jornalistas. É alguém um pouco imaturo para a idade, afirmam amigos e familiares.

Thursday, September 24, 2009


Tirei um ano para passar mais tempo com a família. A seguir precisei de mais um ano para estar comigo e com a família. Mais outros serão necessários para resolver tantas questões que nos últimos anos têm estado presentes, mas que eu não consigo resolver. Gostaria muito de evitar responder que estou numa fase de auto-conhecimento, mas posso pelo menos afirmar que estou numa fase de conhecimento. Sem dúvida que é o tempo que faz falta. E honestamente não quero perder mais tempo em vão. Dar aulas é valioso, é uma experiência singular para todos os que se dão aos alunos, mas é também uma tarefa ingrata quando nos damos conta que nos diluímos ano a ano. E muito pior quando sentimos que podíamos fazer um trabalho melhor do que fazemos se tivéssemos um horário menos sobrecarregado. É a responsabilidade de formar, sem formatar. Criar cérebros pensantes, em vez de reprodutores. É preciso e necessário. Tenho-me cruzado com quem acha e é da opinião que é uma asneira pôr em causa a estabilidade financeira, os pequenos confortos, a certeza de um futuro. Pois foi a pensar no futuro, foi a ponderar nos meus desejos, para mim e para os outros e em aspectos realmente importantes que eu tomei a decisão. Não fui sequer corajosa, bastou-me colocar em cima da mesa alguns momentos dos últimos anos para me aperceber que não havia alternativa. Encaro o que vem com expectativa porque realmente não sei o que vou encontrar por aí – o desconhecido é isso, uma aventura imperdível para o melhor e para o pior. Parto com a certeza que todos os caminhos são possíveis, mesmo os do retorno ao início – com mais experiência, com outra convicção, talvez. No ano que passou surgiu a exposição dos "Emissores Reunidos". Tinha que ponderar se o que queria fazer e dizer era possível a partir do lugar em que me encontrava – há cerca de dois anos não entro no Museu por divergência com o Director, sou a única artista que publicamente o enfrenta. O convite foi entendido por alguns como um aproveitamento do Museu, que assim neutralizava a artista, por outros como um aproveitamento meu (da artista) uma vez que estava a ser recompensada por todo o esforço “por lá entrar”. Para além destas, ainda surgiram algumas ideias sobre o convite mais originais, que constam por aí – uma delas, foi contada pelo próprio Director que me confessou que lhe disseram “como foi possível convidá-la se ela nem entra aqui!”. De facto. Não entrei. E agradeço que nunca me tenham dissuadido de o fazer. Embora nunca me tenha ocorrido ter algum problema com quem trabalha no Museu, ficou apenas claro, nesta experiencia, o seu elevado grau de profissionalismo. A questão tornou-se, para mim, apenas esta: posso fazer e dizer o que quero neste outro lugar que vou ocupar, neste espaço cedido ao Museu? Posso seguir criticando-o e exigindo o que considero serem reivindicações justas para os artistas? Ficou provado que sim. Sem cedências. O trabalho, a meu ver melhor conseguido, foi o bar. Aí consegui construir um espaço amplo para que se pudesse reflectir sobre a produção cultural – aqui e agora, porque não estou noutro sítio nem em outro tempo. O bar foi também o trabalho mais intelectualizado a vários, vários níveis que promoviam esses mesmos múltiplos níveis de leitura e atenção. O restante trabalho é de outra ordem, talvez, menos explicável, com menor projecção exterior – são de facto íntimos. Os vídeos reflectem um ano de confronto com o tempo, com a reflexão ponderada sobre aspectos da minha vida pessoal e social. Desmontada a exposição – o bar inactivo ficará permanente – deparo-me com tempo. Tempo livre para várias coisas, entre elas, ser atacada por uma hiper-sensibilidade, quase irritante, a tudo a que tenho acesso (acentuado pela constipação que me bloqueou os movimentos). E de repente deparo-me com um aspecto que até há bem pouco tempo apenas ao de leve me bloqueava – a vida no Porto é asfixiante. O que sobressai numa das primeiras saídas à rua, após sinais de melhoria, é que o Museu é quase um mal menor neste panorama – apesar de que em breve não precisará muito de empurrões, arrasta-se para as ruínas a olhos vistos, pelos seus próprios meios. Não é de hoje a não existência de distinção entre estratégias de disposição, promoção, aparato, entre o Museu e a Arte que se mostra cá fora, mas neste momento, carecem as duas de qualquer coisa ainda mais grave – diversidade. A falta de diversidade a mim, asfixia-me. A acrescentar a isto, a falta de crítica, de forças activas que irrompam neste contexto. Neste aspecto sinto que nos escapam da memória os anos de 1990, da arte política, do feminismo em força, da pretensão à ruptura. Actualmente há uma espécie de censura, mais que uma falta de crença nesta pluralidade de discursos, que me parece a mortal para um panorama com algum interesse.

Wednesday, September 23, 2009

OBRIGADA [ ...!!... ]





Tuesday, September 22, 2009

Todas as histórias são verdadeiras. Aquelas em que o herói volta dos mortos em forma de fantasma, em forma de zombie ou renasce humano para mais uma oportunidade de se realizar. Aquelas em que as coincidências são aparentemente impossiveis e absurdas. Onde os animais falam. Onde os rios choram e as montanhas também têm sentimentos. Não há portanto histórias no seu sentido de ficção pois nada é ficção e tudo é factual. Tudo são factos. Há os que são factos-relatos de acontecimentos passados vistos pelos olhos do autor. Há os que são planos para futuros por acontecer. O acto de os relatar de antemão serve o propósito de viver um sonho ou pesadelo - ambos os casos são desejos do autor.

- este texto não é meu, é da Bronté.
Está precioso!

Sunday, September 20, 2009

Saturday, September 19, 2009

ERRRO

1. Turismo infinito (tnsj) + Reborn, SS + cadernos + cartazes cubanos + Montanha mágica ,TM + lenços e água.

2. Turismo Infinito (prospecto), trouxe a D, que deixou para eu ler. Está sublinhado, o que ajuda. Mas não tenho capacidade para o ler com atenção. No entanto é sobre o turismo que está para além da mobilidade e do entretenimento. A expansão do espaço limitado a quatro parede é o que parece acontecer aqui, ao que eu sou obrigada, uma vez que ninguém acredita que tenho uma gripe vulgar e só pensam no potencial infeccioso-contagioso.

3. Reborn - A Montanha Mágica (com tempo estou mais próxima de ser leitora)
Tento ser persistente (principalmente MM porque acabei Reborn com desinteresse), mas imagino-me logo a calçar as botas e a sair para ver o que se passa lá fora. E vou…Porque, por mais sensato que seja estar aqui, preciso.

4. Exceptuando D, não tenho visitas. Deixam-me água na porta. Pior era não ter livros ou que estes acabassem.

5. Entro em pânico com a falta de energia destes dias - horas. (A eurolines fica na rua ao lado)

6. Tenho que mexer no texto da economia do artista: o fetiche da economia moderada (não consigo escrever pobreza no texto) e a opção de Gauguin.
Duas hipóteses: ou se transforma ou se desvia. Ou se exige uma pensão vitalícia ou se morre de doença.
Mas no séc. XXI, ainda há que optar por uma das duas hipóteses?

7. Eu prefiro cultura cerebral, sou capaz de me assumir depois de muito tempo a contrariar-me.

Friday, September 18, 2009

1. A caminho da Montanha Mágica, mas ainda nas primeiras folhas, na subida da montanha para o sanatório, contrai o virus da gripe.
O meu plano para hoje era ir à exposição do João Sousa Cardoso.
Eu tento entender o que me convida,
a obra
e o artista;
a primeira, é diálogo que certamente se estabecerá,
o segundo é ouvinte e é muito educado,
quero ir, mas já me esforcei por fingir que não estava doente.
Não consigo mexer-me, nem para ir a um momento tão importante.

2. Hoje, não tenho nenhum desejo social.

3. (Se conseguir sair...)

Wednesday, September 16, 2009


1 – Quid

A quidade refere-se a quid, àquilo que, em todo o ser, coisa ou fenómeno, o caracteriza, singularizando-o.

2 – Discussão disparatada com efeito no futuro:
quanto importante são as coisas importantes?
Tudo o que é importante para todos passa a senso comum...
Tudo o que é importante para alguém em particular, é realmente importante.


3 - Miroslava Balka é a escolha certa para a turbina?