Eu gostava de falar com a entoação do Jello, cantar como o Patton, estar triste como o Ian, ser loira como o Cobain (ter filhos da Courtney, também)... - mas no final são as garotas os meus modelos.
Às vezes despertamos e damo-nos conta que é “todo lo contrario” (Feria). Mantemos presente uma lista de pequenas certezas e quando umas caem, desenrascamos outras. Tal como o que se passa com quem não fuma, reclama do fumo e faz fita, um dia começa a fumar umas dezenas de cigarros por dia e fala do prazer de fazer uma pausa para o efeito ao meio da manhã. Dentro dos exemplo há os melhores e os piores casos – dos incertos constantes aos que conservam as certezas para além do seu prazo tornando a possível defesa das mesmas ridícula. Eu tenho um misto de micro-certezas e grandes-certezas, de curta e prolongada duração. Isto porque sou mais elástica do que pareço, mas não só, também porque me aborrece a constância de certas ideias.
Certo é que quem confia em si mesmo está disposto e é capaz de defender o que não é defensável, por provas, precisamente que é “todo lo contrario”. De tal maneira, que se o que acredita não bate certo com a realidade, então mais vale alterá-la e forçar um bocadinho! Acho esta postura absolutamente admirável.
É excêntrico e diabólico e por isso, eu gosto. Admiro. E é um problema, acreditar no delírio dos outros. Enfim. Por incrível que pareça, é este o meu pensamento do dia, doze dias antes do meu aniversário.
1. Comboio para GMR, literatura, uma Bíblia de tatuagens. Sentou-se ao meu lado uma freira a espreitar por cima do meu ombro. Melhor imagem do livro: uma mulher com um palhaço no seio. Segunda melhor imagem e conselho do dia: uma tatuagem de uma palavra na gengiva do lábio inferior. 2. Bíblia dos sonhos: túneis é o meu forte. 3. Há trabalho para fazer, mas estou a aprender a gostar de poesia com o Ezra Pound. 4. Um lembrete: Lavender diamond, a banda do Ron Regé. (Obrigada pelo emai!)
Sunday, January 27, 2008
A performance do António Olaio, no sábado, lembrou-me que a noite podia ter continuado. E é isso. A seguir devia ter acontecido outro evento e mais outro, todos carregados de sentido e cheios de brilho como o do AO.- Fomos dançar.
1. Em pleno Setembro, andava eu com uma mochila atrás das costas, que estava perdida lá em casa e que pertencia a um dos amigos dos meus irmãos, para os lados da ribeira, a trabalhar no Salão. Lightning Bolt era a marca. O Brian quando a viu pasmou-se – “fizeram uma marca com banda dos meus amigos, mãn!”(1). E eu, que piscava mais o olho aos Aisler Set e ao Ron (saudades), Campos Magnéticos e sons parecidos, nem lhe liguei nenhuma. Os membros da banda, os dois, já na altura os outsiders dos outsiders (e por aí fora), hoje publicam/tocam por todo o lado.
Quando os conheci, a este grupo que por cá andou umas semanas, imaginei como era “really something” viver com eles, ter bandas e fazer desenhos, o tempo todo.
2. A minha banda consegue ser mesmo surpreendente: um piano e duas vozes, duas guitarras e improviso ruidoso. Não creio que seja possível caracterizar a banda, quando for, vai deixar de ter piada. A verdade, é que somos mesmo muito bons.
3. Vamos dar um concerto antes da ZDB para testar. 10 bilhetes para oferecer.
FANTASMINHA (Para a Rita cantar no infantário) HIIHIIHHII HHUHHUHHU! Fan-tas-ma No armário Calçados de preto Querem jogar Ao quarto escuro Ao poker, um puzzle Para animar! HIIHIIHHII HHUHHUHHU!
Na próxima semana vou estar pela baixa nos ensaios dos FDT: amigos para chá e café nos intervalos faz-nos bem, manda-bitaites-do-rock nos ensaios faz-nos mal. Escreverei ou não uma letra sobre a rede terrorista de BCN? O vídeo anterior faz parte dos discos pedidos - não tinha pensado no assunto, mas fico contente por tornar este blog mais participativo. Ao rapaz que mandou vir um video dos "associates", cá está ele.
A exposição continua em Lisboa - se quiserem conversar sobre os trabalhos ou coisa e tal, liguem-me ou deixem recados aqui mesmo.
[E, já agora, fui piscar os olhos ao blog da Catarina, e em vez de responder lá, passo a fazê-lo aqui: Catarina, marcar uma conversa aberta era simpático, generoso e consequente, mas uma visita marcada e realizada por ti, parece-me ainda melhor. Mas isto são opções, umas tomam-se e outras rejeitam-se.]