Sunday, March 30, 2008



1. “Mas tu és um Rato Mickey!”, descrito como o pior insulto dito por alguém numa troca de ofensas. Que quer dizer que o outro é um “nadas”, um boneco. Ai, como me apetecia começar a usar a expressão sem citar a fonte. É que nem sempre dá jeito sexualizar as palavras e não há nada menos sexual que um Rato Mickey! Já um Topo Gigio é diferente!
2. Desde sexta-feira: o encontro da manhã de sexta foi muito agradável. Os artistas são sensíveis no geral, e estes também eram. A outra vez que estive assim tão bem foi no Luxemburgo com a Wendy. Eu não sei quem ela é, a não ser pela relação que tem com outro artista. Mas sei que a noite passou extremamente rápida no meio de muitos bares, entre muita dança e aos gritos de furar-ouvidos sobre referências em comum, referências novas, a exposição que estava a inaugurar, a diferentes posturas sobre o sistema da arte contemporânea e, por fim, amores. A ligação da Wendy com os rapazes de sexta-feira é o artista-label e as expectativas - que não são só do mercado, mas também do próprio. Ou seja, o artista como um “produto” em si. O contrário é a dispersão total, entre os suportes, os materiais, o tema ou o assunto, e todo o mais que é variável. A minha pergunta é sempre a mesma (para mim mesma): porque há artistas sempre iguais e outros sempre diferentes? Há quem mantenha um nível de consistência surpreendente. Eu não. A melhor maneira de apresentar o meu portfolio ou o meu trabalho, à falta deste, às cegas, é dizer que tenho uma vontade incontrolável (quasi) de experimentar muitas e diferentes abordagens. Não sei parar. Já me assustei, um dia destes, quando me foi sugerido que artistas assim tentam acertar a ver o que “pega”. Quando possivelmente é o contrário: insubordinação (talvez) em se deixar agarrar pelas expectativas. “I’m not there”, veio a calhar, como exercício visual de precisamente isso. Ao passo que o Bdylan fosse múltiplo o ronronar da música ainda assim mantém-se constante. Parece-me que no final, pode-se concluir, que é a mesma pessoa. E isso basta? Talvez, no final. Gostava de voltar a conversar com a Wendy, mas no dia a seguir foi ao Hospital com um entorse.
3. Sábado e Domingo, passeio pela marginal e passagem para a outra margem, Gaia, valeu a pena. Um belo passeio.
4. Retomando o ponto 1. Na conversa alguém chegou a sugerir que nos dias de hoje é relativalemente trendy ser contra o império WalterDisn e do que isso representa, daí ser ofensivo.

3 comments:

Catarina said...

És pós-media. Não podias ser mais contemporânea!

isabel carvalho said...

...eu e a rosalinda!
quando é a exposição da Rita?

Catarina said...

lá para o verão, quando acabarem as aulas...